Então ela foi até lá, esperou um pouco, ligou, pensou nele, enquanto ele dormia - é, ela me disse que ele dorme lindo-, até que então ele veio, andando de mesmo jeito, com a mesma cara de sono, e tentando dar um jeito no cabelo, e nem precisava, era lindo, continuava lindo. E eles foram... e da mão na perna até a boca na boca foi rápido, e tudo meio que em câmera lenta. Ele tava ali de novo, com o mesmo sorriso, o mesma forma de falar, e era ele. ERA ELE. Ela queria poder amassá-lo até que ele coubesse no bolso, assim ela o levaria pra onde bem quisesse, ou então no tamanho certo que desse pra engolí-lo, ele ficaria de uma vez por todas e por inteiro dentro dela, e ninguém o tiraria. Mas ele era grande, alto, e ela só alcançava no pescoço dele, dava bem pra sentir o cheiro, ah, o cheiro. Músicas, abraços, delírios, letras, sorrisos, ela enlouquecia e pensava: 'ele nem imagina do que é capaz'. E ainda bem que ele não sabe, o estrago seria maior. E como ela ama ser estragada dessa forma, e por ele. Ela percebeu isso enquanto ele dormia no ombro dela, ela viu o quanto o queria, o quanto suas imperfeições o deixavam tão perfeito. Era ele, era ele, era ele de novo. E dessa vez, sem esse papo de 'que seja infinito enquanto dure', que dure sim, e que seja infinito porque tem que ser infinito, nada de paradoxos. E nada do que havia antes, só meu amor, e minha brigas, e principalmente, você.
luv.
...will you still love me tomorrow... ?
15 de junho de 2008
no fight, no fear, only you and me.
Rabiscado por Stella Mariano às 16:51
