28 de maio de 2008

segredo, nem tão secretos assim.

você tá fazendo de novo. e por que tá fazendo? por que ? eu tô começando a achar que você faz isso só pra me ver morrendo aos poucos, perdendo cada pedaço de mim, mas eu realmente não queria pensar isso. pensar assim é o mesmo que me contradizer, eu nunca me aproximaria de alguém destas atitudes, mas eu fiz mais, não só me aproximei, mas quis, também, fazer parte de você, quis que você fizesse parte de mim, eu consegui? Não. mas você conseguiu se fixar em mim como um parasita, e não sai. não há outra chance, não há. eu estou esgotada, você me esgotou, me deixou no zero, sem gasolina no meio do nada, com frio e sede, sede de você, fome de você. acredito que você esteja também, pra você, não é fácil conviver comigo. entendo perfeitamente. realmente é difícil não conseguir ser capaz de compreender as coisas, as vezes é difícil até se comunicar. foi como se nós nunca tivéssemos nos falado, ou melhor, falado, falado, mas nunca ter dito nada um pro outro, nos falamos línguas diferentes, de mundos diferentes. e eu não quero estrangeiros que eu não conheço no meu mundo seco. você secaria junto comigo se viésse. não quero isso de novo, não quero começar uma coisa que eu sei muito bem como vai terminar, não quero nada disso. eu quero conseguir respirar, perder as células mortas do meu corpo, mas você me sufoca, me prende, não deixa que eu me renove. é por isso que eu peço, sai, sai, e vai pra longe, pra longe do meu mundo e não me atormenta. e se por acaso um dia você conseguir ser alguém que não me faça mal, você pode voltar, não precisa entender nada, você só precisa ser capaz de não me fazer mal. eu estava bem antes de você chegar, sem amor, mas eu estava. você estragou minha felicidade, agora está sempre comigo, me virando a cabeça, me roubando as palavras. o amor faz isso, e você faz com que ele permaneça. mas eu não o quero mais, então por favor, some.

eu queria ter podido te contar meus medos, meus sonhos e meus segredos, mas nada do que eu quis te contar, você quis escutar. escutava, mas não me ouvia. não sentia a minha mão suada e gelada quando sorria, nem o meu coração disparado. não ouvia meus gritos pedindo pra que não me deixasse. você não ouvia, não queria ouvir.



18.05.08
Stella