Eu não sei o que o meu corpo abriga, nestas noites quentes de verão. E nem me importa que mil raios partam, qualquer sentido vago de razão. Outra vez vou te cantar,vou te gritar, te rebocar do bar. E as paredes do meu quarto vão assistir comigo a versão nova de uma velha história e quando o sol vier socar minha cara com certeza você já foi embora. Outra vez vou me esquecer pois nessas horas pega mal sofrer. Da privada eu vou dar com a minha cara de panaca pintada no espelho e me lembrar sorrindo que o banheiro é a igreja de todos os bêbados.
--Cazuza--